terça-feira, 8 de agosto de 2017

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Eu te mostrei quem eu sou.
Te mostrei minhas cicatrizes internas e externas.
Meus medos.
Minhas inseguranças, minha irracionalidade diante de algumas situações, meus maiores defeitos.
Tudo de ruim que eu possuo.
Fui muito além de simplesmente te fazer admirar as minhas qualidades.
Contei das minhas crises de ansiedade que me faziam tremer na cama e bater os dentes, subitamente suando frio. E das crises que aconteceram nos momentos mais importunos, nas horas que menos esperava. 
Eu fui sincera e te disse que sentia medo de te ver partir...
Porque eu quis que você me conhecesse, com tudo que tenho, afinal, não somos só luz.
Somos todos feitos de luz e sombra. 
Quando eu te contei todas essas coisas, você me disse que a impressão que dava é que eu tava acreditando que você seria capaz de curar todas as minhas falhas. 
E me disse pra me acalmar e não sentir medo.
Não, Amor, eu não quero que você cure nada. Só quero que entenda que eu sou essa confusão de ansiedade e insegurança, 
incontrolável.
Você é capaz de me amar assim mesmo?

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